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Coimbra, cidade dos estudantes… e dos amores

19 março 2024

Coimbra, cidade dos estudantes… e dos amores

Coimbra, cidade dos estudantes… e dos amores

Coimbra, cidade dos estudantes… e dos amores

O sumário do dia 19 de março regista “Visita de estudo a Coimbra”… e começa nas Escadas Monumentais. Com cuidados redobrados, sobem-se os 125 degraus sem tropeços, não fosse o azar trazer-nos uma “raposa”.

Cumprida a “hercúlea” subida sem tropeços e sem praxe, somos “recebidos” pelo fundador, rei poeta e lavrador, que nos acompanha à Porta Férrea e ao Paço das Escolas, onde antigamente se concentravam todas as Faculdades da Universidade de Coimbra. A Torre da Cabra “acorda” os estudantes embalados pela longa viagem e chama para uma lição guiada pela história do saber académico em Portugal, agora ruma à Baixa.
Despedimo-nos da Universidade, uma das mais antigas da Europa, que em 2013 foi considerada pela UNESCO Património Mundial da Humanidade, deixando as capas negras entregues aos estudos e descemos às margens do Mondego, rio que inspira estudantes e poetas. Saímos pelas discretas escadinhas que nos levam à Sé Velha e a uma das mais populares ruas de Coimbra, a Rua de Quebra Costas, cujos encantos e recantos ligam a Alta à Baixa da cidade, numa viagem à Idade Média e à fundação da nacionalidade. Mais fácil assim que vamos a descer os seus inúmeros degraus desgastados pelo tempo, mas sempre com prudência, pois, embora os aspirantes a doutores queiram terminar o curso, ninguém quer cair e casar por cá… ainda!
Depois do Largo da Portagem, sem cobranças, a ponte pedonal “Pedro e Inês” leva-nos para o Parque Verde, na margem esquerda, para retemperar forças e lançar o mote para a próxima lição de Coimbra – a Quinta das Lágrimas.
Local emblemático da cidade, o jardim da Quinta das Lágrimas estará para sempre associado à lenda do amor proibido de D. Pedro e D. Inês de Castro. A água da Fonte dos Amores continua a ouvir-se correr até ao Convento de Santa-Clara-a-Velha, agora sem os barquinhos de papel que dali o príncipe enviava à sua “linda Inês, posta em sossego”. Ao lado, a Fonte das Lágrimas, eternizada por Luís de Camões na estrofe 135 do Canto III d’ “Os Lusíadas”, cujas águas terão, segundo a lenda, tido origem nas lágrimas vertidas por Inês quando foi assassinada. Também o sangue, daquela que “depois de morta foi Rainha”, continua visível nas algas avermelhadas da rocha.

Toca para a saída… O sumário está cumprido, a lição aprendida e “De Coimbra, fica um tempo que não passa / Neste passar de um tempo que não volta” (Manuel Alegre).

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