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terça-feira, 09 fevereiro 2021 22:42

Centro Qualifica comemora o Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

No dia 1 de fevereiro de 2021, no âmbito das Áreas de Competência de Cultura, Língua e Comunicação, Cidadania e Empregabilidade e do Projeto Ler + QUALIFICA, adultos e professores aliaram-se para comemorar o Dia Mundial da Leitura em Voz Alta.

A sessão contou, também, com as presenças do Coordenador do Centro Qualifica, professor Mário Teixeira, e do Diretor do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto, professor Manuel Pereira.

A atividade teve como objetivo perspetivar a leitura de forma mais empática, possibilitando momentos de diversão e de reflexão. Assim, juntámos a nossa voz às vozes de Camões, Pessoa, Gedeão, Teófilo e Torga para dar vida aos livros e corpo às palavras.

Foi um momento que, mesmo à distância, permitiu a interação e a partilha.

Adultos em processo de RVCC


Poema da adulta Luísa Silva em processo de RVCC 


O espelho da vida

A vida nem sempre é fácil,
Mas é a única que temos.
Por vezes, mais difícil,
Mas temos de ter fé
Para não nos afastarmos.

Afastarmo-nos da realidade,
Nem que seja a dormir.
A tristeza não escolhe idade
Temos de ter aceitabilidade
Para nunca desistir.

A noite, por vezes, longa
Para quem não consegue dormir.
A tristeza que assombra
para quem se entristece
E pensa em desistir.

Lá no fundo uma luz
Que nos recorda o AMOR.
O espelho da vida que reluz,
as passagens da vida mais felizes
Tentando esconder essa dor.

Luísa Silva


Poemas do adulto José Rodrigues em processo de RVCC


Incêndios

Os fogos são um mal,
Mesmo antes do Verão.
Incendeiam Portugal,
Até chegar ao coração.

Do Sul até ao Norte,
O País fica a arder.
É pouca a nossa sorte;
Lamenta o povo a sofrer.

Por terra ou pelo ar,
Todos os meios são poucos
Para se poder apagar
Os incêndios desses loucos.

Todos os anos é assim.
Será que não há solução?
Portugal que é um jardim
Fica negro como o carvão.

Precisavam de uma lição
Esses que ateiam o fogo.
Melhor do que a prisão,
Era a justiça do povo!

Na esperança que o tempo mude
E a chuva volte depressa,
Para que o clima mude
E tudo de novo cresça.

José Rodrigues


Ilustre Serpa Pinto

Já lá vão mais de cem anos
Que o ilustre Serpa Pinto,
Por solos Africanos,
Percorreu caminho distinto.

Partiu à descoberta
De algo que era novo,
Deixando uma porta aberta
Às gentes daquele povo.

Tendais foi o seu berço
Que muito cedo deixou,
E por aquilo que eu conheço,
A Tendais já não voltou.

Foi ilustre explorador,
Bem ficou a sua história.
Sendo ele um vencedor,
Em cada viagem uma vitória.

Por terra ou por mar,
Andou por muitos locais
Foi muito longe levar,
O nome de Tendais.

Um pouco por todo o lado,
Portugal não o esqueceu.
Tem o seu nome gravado,
Em rua, largo e museu.

José Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

 

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